O Brasil registrou uma importante redução no número de jovens que não estudam nem trabalham, grupo popularmente conhecido como “nem-nem”. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a taxa caiu de 22,4% em 2019 para 17,5% em 2026, alcançando o menor nível dos últimos sete anos. Apesar do avanço, o país ainda possui cerca de 8,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos fora da escola, sem emprego e sem participação em cursos de qualificação profissional. O número é superior à população de estados como Santa Catarina, que possui aproximadamente 7,6 milhões de habitantes.
Especialistas destacam que a ampliação do ensino técnico e de programas de capacitação profissional é fundamental para reduzir ainda mais esse contingente. A adequação da formação dos jovens às demandas atuais do mercado de trabalho é apontada como um dos principais caminhos para ampliar oportunidades e aumentar a produtividade econômica. Os dados também revelam diferenças significativas entre grupos sociais. Entre as mulheres, a taxa de jovens que não estudam nem trabalham chega a 22,8%, enquanto entre os homens o índice é de 12,4%.
Questões como trabalho doméstico não remunerado e gravidez precoce estão entre os fatores que contribuem para essa disparidade. As desigualdades raciais também permanecem evidentes. Entre jovens pretos e pardos, o percentual daqueles que não estudam nem trabalham é de 19,8%, superior aos 14% registrados entre jovens brancos. Com o envelhecimento da população brasileira e a redução das taxas de natalidade, especialistas reforçam que investir na qualificação dos jovens será cada vez mais importante para garantir crescimento econômico, competitividade e geração de riqueza nas próximas décadas. Embora os números indiquem evolução positiva, o cenário demonstra que ainda há desafios significativos para promover a inclusão educacional e profissional de milhões de jovens brasileiros.
